sábado, 21 de janeiro de 2017

Crítica: Perfeitos Desconhecidos (2016, de Paolo Genovese)




Vencedor do prêmio David Di Donatello (considerado como sendo o Oscar italiano) de Melhor Filme de 2016, Perfeitos Desconhecidos aponta toda a praticidade da tecnologia presente em nossas vidas em detrimento da privacidade, mostrando a grande problemática de estendermos o nosso ser aos smartphones, que hoje, assim como dito em um dos diálogos do filme, tem a mesma significância de uma caixa preta, usada nos aviões para descobrir a causa de acidentes aéreos, desde que é nele que expomos praticamente toda nossa vida. Apesar da tecnologia ser a força motriz por trás do roteiro, já que ela é a “causa” dos problemas que não existiriam sem a presença dela, a maior crítica que podemos ver é com relação às próprias pessoas, que mesmo com um convívio significativo muitas vezes não as conhecemos realmente. O filme é uma comédia dramática que consegue prender o espectador apontando o elefante no meio da sala através de diálogos bem elaborados e situações um tanto quanto inusitadas, fazendo com que muitas vezes não saibamos muito bem como reagir.

Crítica: A Nona Vida de Louis Drax (2016, de Alexandre Aja)


A Nona Vida de Louis Drax é o novo filme de Alexandre Aja, diretor de filmes como Espelhos do Medo e Piranha (2010). O longa foi baseado no livro de Liz Jensen e é estrelado por astros como Jamie Dornan, Aaron Paul e Oliver Platt. Ele contém uma trama envolvente e que é contada de forma interessante, pois a todo o momento os segredos que cercam a vida do personagem-título desafiam a lógica do espectador. Quando menos esperamos, o final se aproxima e toda a nossa curiosidade, angústia e emoção adquiridos fecham com chave de ouro. Então vem comigo saber mais sobre esse engenhoso garotinho Louis Drax, que certamente vai superar as expectativas de quem assistir sem a menor pretensão, como eu assim o fiz.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Cinema: Estreias da Semana!


Chegou a hora de conferir os filmes que estrearam ontem (19/01) e irão bombar neste final de semana. Temos 5 grandes lançamentos. Dois deles são filmes que saíram lá fora no final de 2016 e são 2 dos favoritos ao Oscar 2017: o musical La La Land e o triste Manchester à Beira-Mar. Temos ainda o lançamento de duas comédias nacionais e o primeiro blockbuster americano de 2017, XXX: Reativado, com Vin Diesel. Acompanhe a seguir os trailers. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Crítica: Um Cadáver para Sobreviver (2016, de Daniel Kwan e Daniel Scheinert)


Um Cadáver para Sobreviver (2016) ficou conhecido após sua apresentação no festival de Sundance. Sua trama polêmica traz a história de Hank, interpretado pelo competente ator Paul Dano (Pequena Miss Sunshine, Os Suspeitos) que quando está prestes a cometer um suicídio numa ilha deserta, encontra um corpo na beira do oceano, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe. A partir deste momento, Hank entra numa jornada de conhecimento pessoal, enquanto delira com diálogos entre ele e o cadáver que o acompanha.

O que certamente trouxe muito estranhamento ao público, foi o fato do corpo, em decomposição, soltar diversos gases e o protagonista tirar  proveito dessa situação, o usando como uma espécie de utensílio para sobreviver na ilha, enquanto constrói uma amizade esquizofrênica com o cadáver.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Trilha Sonora: Trilogia Antes do Amanhecer


Antes do Amanhecer é uma trilogia dirigida por Richard Linklater e estrelada por Ethan Hawke, de Roubando Vidas (confira nossa crítica dele aqui) e Julie Delpy, de A Condessa. Inclusive, Hawke já havia trabalho junto com Linklater em Boyhood - Da Infância à Juventude, no papel do pai do protagonista, Mason. Com faixas instrumentais compostas por Fred Frith (primeiro), a própria Julie Delpy comandando as do segundo e Graham Reynolds (terceiro), os longas também contam com lindas músicas, nostálgicas, que fazem bem pra vida e tornam o dia de quem as ouve bem mais leve, como se lhe estivesse dando o seguinte conselho: "deixe os seus problemas pra trás". Então prepare seu fone de ouvido e vem comigo conferir essa bela trilha sonora!!

Crítica: Moonlight - Sob a Luz Do Luar (2016, de Barry Jenkins)


Um presente para quem gosta de cinema. Essa é a melhor maneira de descrever este filme.

Moonlight é dirigido pelo desconhecido - mas talentosíssimo - Barry Jenkins. Ele mostra ter um grande domínio de câmera e mistura vários recursos aqui: a mistura de planos estáticos e marcantes com a câmera na mão característica do cinema independente e cortes rápidos. O diretor usa um belíssimo plano no começo do filme aonde mistura um tracking shot com um travelling, um jogo em 360 graus e um plano longo fechando a cena. Ele constantemente faz planos de Chiron sozinho na tela - o que serve para mostrar o quão isolado é o personagem em relação a sociedade. É um trabalho excepcional do diretor. Acho a provável indicação dele ao Oscar mais que merecida e estou ansioso para assistir a seus próximos trabalhos. Vamos ouvir falar muito nesse nome nos próximos anos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Crítica: Manchester à Beira-Mar (2016, de Kenneth Lonergan)



O que pode ser mais recompensador em um bom drama? Se falamos do gênero em específico, sabemos que grandes dilemas e grandes personagens fazem ótimos filmes. A sequência de acontecimentos num roteiro é a base que faz o expectador sentir que acompanhou uma história do início ao fim, sejam esses acontecimentos marcados por reviravoltas ou por características dos personagens.

Há uma distinção generalista que se costuma fazer no Cinema que é o “plot driven” vs “character driven”. O primeiro é quando o enredo, isto é, o corpo de acontecimentos gerais do filme, é o responsável por mover a história e determinar a maneira como os personagens vão reagir; a segunda é quando o principal é justamente o estudo dos personagens e como eles é que vão mover a história adiante. Esta última nos causa fascinação porque justamente reconhecemos nossos semelhantes e observamos neles camadas com as quais nos identificamos. É bom ressaltar que nada no Cinema tem essa divisão assim tão delimitada, mas é possível dizer que Manchester à Beira-Mar tem como grande qualidade a capacidade de nos apresentar a excelentes personagens e nos emocionar com seus dilemas, medos, ressentimentos e rendenções.

Crítica: La La Land: Cantando Estações (2016, de Damien Chazelle) - Um Filme para os Corações Sonhadores




"La La Land homenageia e resgata a boa música e o bom cinema clássico, mas também mistura elementos novos. É um tipo de filme que não se faz mais, para um público que talvez não se encontre mais: corações apaixonados e sonhadores."


Primeiramente, queria agradecer a Paris Filmes, que me concedeu ingressos para ver a esta obra em pré-estreia, e assim poder escrever esta crítica. Um muito obrigado a esta grande distribuidora, que tem feito um belo trabalho ao trazer ótimos filmes ao Brasil.

Os tempos são outros. É uma era moderna, onde a maioria vive em torno de seus celulares, comendo fast foods, indo aos cinemas conferir blockbusters carregados de efeitos especiais. Algumas coisas que ficaram para trás deixaram seu ar nostálgico, mas outras coisas simplesmente envelheceram e talvez já não exista mais um público para isso. É aí que entram os musicais, um estilo de obra datada, onde a maioria acaba "torcendo o nariz". Musicais trazem uma leveza e certa ingenuidade, onde a vida é colocada em paralelo com belos números musicais e um toque de magia. Mas hoje, isso é encarado como chato, irreal e cafona. E não pode-se condenar quem pensa assim, o mundo moderno criou e moldou as pessoas desta forma. O próprio público dos cinemas foi moldado assim, procurando soluções escapistas aos finais de semana no shopping, com obras de ação e efeitos especiais, que não exijam muito do cérebro ou de uma visão artística. 

De olho neste cenário mundial, o jovem diretor Damien Chazelle decidiu ousar, sem necessariamente trazer algo novo, mas resgatando algo datado e inserindo alguns novos elementos. La La Land: Cantando Estações traz o melhor do clássico musical, com romance e toques de humor. Mas também situa-se nos nossos dias e traz algo muito necessário no cenário mundial: falar - mesmo que brevemente - de consequências. Chazelle surpreendeu a todos em 2014 quando seu primeiro filme, Whiplash: Em Busca da Perfeição, trouxe uma união de drama (quase psicológico) com música, numa obra onde discute-se até onde vale a pena ir para alcançar o sucesso. Foi um filme extremamente surpreendente e eletrizante, mesmo que com um conceito simples. Caminhando novamente no terreno da música, Damien Chazelle abraça de vez a causa, entregando um musical completo. Inicialmente rejeitado por vários estúdios, foi somente após o reconhecimento de Whiplash com a crítica e o Oscar, que o cineasta ganhou aval para filmar este musical. E se mesmo que na sua sinopse, apresente-se algo levemente banal, esta história da garçonete aspirante a atriz e do músico defensor do clássico jazz, encontra-se camadas que não se vê muito no cinema moderno. Não é atoa que o filme abocanhou os principais prêmios do Globo de Ouro e já desponta como grande favorito ao Oscar 2017. Vamos falar um pouco disso.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Andre Holland se junta a Viola Davis no próximo longa do Steve McQueen



Steve McQueen (12 Anos de Escravidão) está a todo vapor com o seu novo projeto. 

Widows é inspirada em uma série homônima dos anos 80. A série gira em torno de quatro viúvas, que decidem finalizar o último trabalho de seus maridos, que foram mortos em um assalto que não deu certo.

Viola Davis (que está prestes a ganhar seu primeiro Oscar), Andre Holland (Moonlight: Sob a Luz do Luar) e Cynthia Erivo, (atual vencedora do Tony Awards na categoria de melhor atriz) estão confirmados no elenco. Gillian Flynn (Garota Exemplar) assinará o roteiro.




O longa não tem data de previsão, mas deve chegar nos cinemas americanos no ano de 2018.








domingo, 15 de janeiro de 2017

Crítica: Terra De Minas (2016, de Martin Pieter Zandvliet)


A academia é engraçada. Eles adoram quando os filmes hollywoodianos são felizes, otimistas e pra cima. Mas é muito difícil - quase impossível - que um filme estrangeiro vença o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro sendo feliz, otimista e pra cima. Este excelente filme é muito triste e depressivo, muito bem feito e tem grandes chances de ser o vencedor da categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
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